A IA pode ter automatizado a escrita do código, mas ainda não consegue “pensar no todo” por conta própria. Vou dar aqui dois exemplos recentes onde o “one-shot” da IA gerou código sem pensar no todo.

  • No meu novo micro SaaS de agendamento de posts em redes sociais, a IA não pensou em idempotência nos endpoints da principal entidade: Post. A consequência foi a criação de posts duplicados. Depois que pedi pra ela pensar em idempotência, ela resolveu.

  • No nosso portal de dev interno da Alura, mandamos um e-mail para líderes técnicos e diretores toda vez que um incidente acontece. Esses dias recebemos 10 cópias do mesmo e-mail. Quando fui olhar, percebi que o código mandava e-mail e depois mandava para nosso comunicador interno. A comunicação com o comunicador interno estava falhando, então o job como um todo falhava, e ele re-tentava depois de alguns minutos, causando o envio de múltiplos e-mails. Depois que expliquei o problema pra IA, ela corrigiu certinho.

O trabalho do dev do futuro não é mais pensar nas linhas de código e nos ponto-e-vírgulas que estão faltando. É olhar para o todo, não deixando a IA pular decisões importantes, tanto de arquitetura quanto de negócio, e continuar alimentando ela com contextos e decisões cada vez mais precisas e assertivas para que você possa então focar no próximo “grande peixe” do negócio.